Sou doador de sangue, quatro
vezes já doei. Pra mim é um privilégio doar, sangue significa vida,
literalmente.
Sempre tive medo de sangue,
quando passei a doar o medo passou. Aqui em Piedade-SP temos o grupo Sangue
Bão, um grupo de doadores.
Pra eu doar nunca deu
problema, até que um dia...
Um dia fui doar, fui sozinho
e tinha tomado café, e depois doei. Sai e fui almoçar, fiquei esperando o microônibus
da prefeitura passar porque iria pegá-lo. Mas algo muito estranho aconteceu
comigo. Nesse dia o calor estava insuportável, tenho por natureza pressão
baixa.
Minha visão começou a ficar branca
e embaçada, pensei que era o reflexo do sol. Alguma coisa estava errada. Nunca
tinha passado por aquilo, assim percebi que iria desmaiar. Avisei o segurança
do hospital regional que eu não estava enxergando nada e que quando o ônibus passasse
era pra ele me avisar, sentei, amarrei minha sacola com celular e carteira, eu
estava pronto pra desmaiar. Vi o ônibus passar, fui atravessar a rua, até que
perdi toda minha visão no meio da rua, ficou tudo branco, eu suava muito e
frio, uma sensação muito ruim não cheguei
a desmaiar, mas perdi a visão por cinco minutos. Colocaram-me no ônibus, voltei
no local onde doei sangue a fim de tomar soro. Uma mulher colocava água na
minha boca, não sabia quem era os enfermeiros me pegaram e levaram de cadeira
de rodas até tomar soro e assim fiquei bem. Quase desmaiei, concluiu o médico,
por causa do calor.
Havia outro problema, eu não
tinha levado dinheiro porque fui com o ônibus da prefeitura, fui ao ponto de ônibus,
expliquei minha situação, e uma mulher e algumas pessoas me deram dinheiro pra
voltar pra casa.
Concluindo, mesmo não
conhecendo as pessoas, devemos demonstrar amor por elas, não ficar observando o
sofrimento e fazendo opiniões que nada ajudarão, temos que colocar a “mão na
massa” pra ajudar as pessoas, nunca esqueço... foi isso que fizeram comigo.

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