“No
mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. Saindo os homens do
Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram. Disseram um aos
outros: Vamos fazer tijolos e queimá-los bem. Usavam tijolos em lugar de
pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: Vamos construir uma
cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não
seremos espalhados pela face da terra.”
O
Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E
disse o Senhor: Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a
construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçam
e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros.
Assim
o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade.
Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor os espalhou por toda a terra”.
A
história de Babel descrita em Gênesis ainda nos vem demonstrar, de maneira
patética, o que é o egocentrismo. Babel representava a vaidade humana, a
inteligência aplicada ao mal. Deus traz o castigo, traz a confusão de línguas
e, com isso, a completa desinteligência, imagem do próprio pecado. A história
de Babel mostra a pretensão humana de querer realizar uma obra divina. Quando
os homens pensam em construir, pretendem chegar até o céu. Substancialmente é a
mesma sugestão do Éden, em que Satanás diz: “Sereis como Deus, conhecendo o
bem e o mal.”
Tanto
na história do Éden, como na história do Dilúvio, como na Babel, o que vemos é
que, desde o início, a Humanidade tem se caracterizado por uma rebeldia contra
Deus. Deus criou céus e terras, criou, na terra plantas e animais. Ao homem diz
que poderia servir-se de tudo isso. De tudo poderia comer. Deus queria apenas a
obediência, o Teocentrismo. Pois foi exatamente o que não aconteceu, e o que
continuou a não acontecer, apesar de advertências e de interferências miraculosas
de Deus.
A
uma humanidade assim, pecadora, Deus prometeu salvar, o que fez por meio de vigorosa
história. Deus chamou um homem: através desse homem, constituiu uma família,
através dessa família, organizou um povo, através desse povo, trouxe o Messias.
Deus se colocou, Ele mesmo, no centro da História.

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